Idoso: direito à saúde, felicidade e dignidade.

Idoso: direito à saúde, felicidade e dignidade.

Idoso: direito à saúde, felicidade e dignidade.

O envelhecimento é natural e a sociedade tem que ter espaços para essa pessoa retornar e ter uma atividade dentro dela, sem ações paternalistas. É a recuperação de sua identidade como cidadão, porque o idoso tem direito à saúde, à felicidade, à dignidade…”

O argumento da fonoaudióloga Ana Paula MacKay, presidente do Comitê de Linguagem do Adulto e no Idoso da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, não difere o posicionamento de outra fonoaudióloga, Tereza Bilton. “Quando se pensa em envelhecimento ativo, pensa no idoso participativo, mesmo que adoentado. O idoso é um consumidor em não apenas um objeto de ações relacionadas à manutenção da saúde. Ele precisa receber ações profissionais, as mais diversas, para atender ao grande tempo de vida que ele tem. ” Tereza vai ainda mais longe. “Dentro deste novo paradigma, é possível ter pessoas doentes ou frágeis que continuam atuando como cidadãos” Para Tereza, as questões do envelhecimento são responsabilidades de profissionais de todas as áreas, do arquiteto ou paisagista até o profissional de saúde.

                De acordo com dados do IBGE, dos 18 milhões de idosos brasileiros, 65% estão ativos e independentes, 30% apresentam algum tipo de incapacidade de vida de diária, 4% estão acamados e 1% em instituições de longa permanência para idosos.

                As manifestações destas duas profissionais mostram que o envelhecimento é uma parte do ciclo vital e “tem que se ter um olhar de equidade para as questões que envolvem essa população, para trata-los com igualdade” Quem afirma isso é o médico Paulo Sérgio Pelegrino.

E o fonoaudiólogo? A fonoaudióloga Ana Paula MacKay pondera que, se a comunicação é a grande possibilidade de o sujeito estar em relação com o seu meio e com os outros e se Fonoaudiologia estuda os distúrbios da comunicação, é obvio que a Fonoaudiologia é a profissão que está inserida neta faixa etária e que deve começar a contribuir muito cedo nesse processo de envelhecimento ativo e não esperar que o fator de risco surja para que a comunicação ocorra.
E como a fonoaudiologia pode contribuir efetivamente? Sandra Regina Gomes lembra o papel importante de garantir “esta comunicação, esta fala, esta voz para que este idoso tenha a possibilidade de exercer seu direito. ”

Fonte: Jornal do CFFa ( Conselho Federal de Fonoaudiologia).

Audição, eu amo, eu cuido.